Radar Musical [O alvo]

Posted: quarta-feira, 21 de abril de 2010 by Radar - Pescador de Homens in Marcadores:
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É com enorme prazer que apresentamos a primeira banda encontrada por nosso Radar: O Alvo Rock



Composta por Kleydson (vocal/guitarra) – Guga (baixo/backing vocal) - Swami (Dj) Luciano(bateria) e Gibran (guitarra), a Banda O Alvo, que lançou seu primeiro álbum em 2006, está na ativa há mais de 6 anos. Libertos de rótulos e com uma formação sólida, os meninos encontram-se em sua melhor fase, reflexo da união e maturidade adquirida durante os anos. Vale destacar que o myspace deles tem atingido recorde de acessos, chegando a ser o segundo mais visitado na categoria Gospel/Brasil (atrás apenas de André Valadão).

Abaixo vocês conferem uma entrevista com o guitarrista da Banda, Gibran Bauer. Durante as respostas, ele não só fala sobre música, mas também de experiências com Deus, falta de comprometimento, religiosidade, quebra de preconceitos e muito mais. Vale a pena conferir.


Pra deixar a galera que acompanha o radar ph por dentro, fale um pouco sobre o início da banda; qual o principal propósito, o cenário da época, as principais influências.
          A banda surgiu em abril de 2004 por "acaso". Luciano (baterista) e eu, estávamos de bobeira na igreja que freqüentávamos e fomos tirar um som. Lembro que perguntei se ele curtia punk rock e a resposta foi “sim”. Depois falamos em montar uma banda do estilo, mas nada sério. Daí Abraão (primeiro vocalista) ficou sabendo e nos chamou pra levar o projeto pra frente. Um tempo depois eu chamei Guga (baixista), que tocava comigo em outra banda, mas a principio ele ficou só pra ajudar. Por meados de junho, Abraão sumiu (risos) e paramos. Até que em agosto, um amigo meu disse que ia colocar a gente no Jampa Livre, um evento da época. Então Luciano resolveu chamar Kleydson (vocalista/guitarrista), por que nesse tempo só tocávamos Rodox, e ele cantava e tocava todas as músicas. Infelizmente não rolou nossa participação, mas Kleydson gostou da idéia, e nos chamou pra continuar ensaiando. O problema era que Kleydson e eu nos detestávamos (vê se pode!) e o convívio era somente de tolerância. Em novembro do mesmo ano, surgiu a oportunidade de fazer uma matéria num quadro do JPB, jornal da Globo - PB, o que nos aproximou muito. Com o tempo nós nos acertamos e liberamos perdão. Hoje ele é um irmão pra mim, cara, amo demais ele. Seis anos depois, aqui estamos.
          Pra ser bem sincero com vocês, no começo a gente só queria tocar mesmo. Não havia nenhum compromisso com o Reino - lamentavelmente. Mesmo levando um som cristão e até ministrando a Palavra nos eventos, faltava uma vida na Palavra. Acho que por isso que as coisas levaram todo esse tempo pra acontecer. Passamos três anos assim. Em 2007 foi à mudança. Deus nos alcançou, e nós descobrimos o real sentido de ser cristão. Nos apaixonamos pela Palavra, descobrimos uma sede por Deus que nos levou pra um novo tempo. E desde então nosso objetivo é fazer pessoas conhecerem isso que nós conhecemos.

Como se dá o processo de composição das músicas?
          Bem, o lance das composições é algo bem natural. Na maioria das vezes alguém já chega com a música pronta, mas também acontece de saírem musicas quando estamos juntos, como no caso da nossa nova single NUNCA É TARDE PRA VOLTAR, que foi feita logo depois de um período de consagração a Deus. Essa música foi uma porta pra um novo tempo da banda. Nos últimos tempos, as músicas têm saído no processo das experiências individuais, e isso tem sido muito bom, pois além de falarem do que cada um vive, podemos colocar princípios da Palavra nas letras. O mais difícil ainda é parar para compor ‘de propósito’. Eu, por exemplo, pra fazer os riffs e arranjos sou rápido, mas para as letras preciso de muita calma e prefiro esperar por inspiração divina mesmo (risos). Sai melhor...
          Hoje nós não nos consideramos mais uma banda puramente punk, e sem nenhum constrangimento nós hoje somos uma banda de rock. Ainda tocamos e sempre vamos tocar punk e hardcore, mas tudo o que fizer nossa cabeça, as inspirações que vierem de Deus, nós vamos pôr na música. Queremos alcançar pessoas, não importa a tribo. Não somos punks, nem emos. Somos crentes! Somos pescadores de almas, o resto é pequeno.

É verdade que vocês foram a primeira banda de rock cristão a tocar no sertão paraibano? Como foi ter sido pioneira em uma região onde o rock não é um estilo tão difundido?
          Cara, foi assustador e muito bom. Quando nos convidaram não levei muita fé, mas no dia que viajamos oito horas pra chegar até a cidade, não sabia o que pensar. O que me surpreendeu foi o tratamento das pessoas. Nossa!!! Não nos deixavam andar a pé, sempre de carro, comida a vontade... Cara, foi demais. Em relação ao evento, nós ficamos a tarde toda no som, mas nem conseguimos passar. Chegamos à casa que estávamos hospedados na mesma hora que o show havia começado. Chegamos ao local do evento bem perto da nossa hora. Cara! Tava lotado. Foi difícil chegar até a sala que prepararam pra nós de tanta gente que havia lá. E logo estranharam nosso jeito, a gente de bermuda, boné... chocou. Quando chegamos e o cara avisou que já estávamos no local, foi um grito só. Quando subimos foi benção, galera instigada, melhor show até então. Mas muita gente foi embora quando nos viu de bermuda (risos). A religião é ‘dose’. Mesmo assim foi ótimo, tanto é que voltamos lá ano passado e foi melhor ainda.

Já sofreram algum preconceito dentro da igreja pelo estilo de vocês? Como os mais tradicionais reagem a isso?
          Sofremos muito. No começo foi difícil, porque aqui no nordeste ainda tava abrindo a visão pra isso, e não tínhamos apoio na nossa igreja. Durante os três primeiros anos nós sofremos com isso, mas nossas atitudes acabavam concordando com os tradicionais. Como tudo mudou em 2007, nossas vidas passaram a mostrar o contrario do que eles falavam. Cara, isso valeu a pena, por que várias igrejas abriram as portas pra gente. Quando nos chamavam pra dirigir louvor e ministrar a Palavra, eles ficavam curiosos pra saber sobre nosso som e até o Pastor pedia pra gente tocar nossas músicas. Hoje isso não nos afeta, estamos firmes no que vivemos, não devemos nada a eles, vivemos o evangelho vivo, vivemos a Palavra, quem pode falar contra isso?

Semana passada ''O alvo'' tocou em um evento com diversas bandas seculares. Acredito que não tenha sido a primeira vez. Como é a recepção da galera nesses shows? O ambiente é muito diferente? Há uma expectativa especial quando se toca em eventos assim?
          Não foi a primeira vez, foi a segunda, hehehe. A primeira vez foi naquela fase dos três primeiros anos, por isso o ambiente estava totalmente desfavorável, a gente não sabia lidar com isso, então foi apenas um show comum. Mas agora estamos totalmente ligados. Estamos ansiosos por mais, queremos quebrar essa barreira da religião. Deus ama a galera do rock, queremos irradiar esse amor que nos transformou, queremos amar a galera nao-cristã, sem preconceitos, sem precisar apontar os erros, e pra isso temos preparado uma surpresa especial, uma direção de Deus, que só quem vai aos shows sabe.
         
Quais os planos pro futuro?
          Em 2008, Deus nos deu a direção de buscar mais. Várias vezes nossas consagração que eram de 8 as 10 nos domingos rolaram até altas horas. Trocamos os ensaios que eram de 10 as 12 pelas orações e estudos da Palavra. Já aconteceu de sairmos da sala às duas da tarde. Pra esse ano Deus nos deu a direção de quebrar preconceitos, de levar a Palavra sem barreiras. De não ter a visão de banda, mas de um instrumento de trazer vidas para o Reino

O que vocês acham de iniciativas como a do radar ph? Deixe um recado pra galera que está lendo.
           Cara, vocês estão de parabéns. Às vezes só as bandas famosas têm um veiculo pra mostrar e contar sua historia, e vocês nos deram a oportunidade de falar abertamente, sem receios, de tudo o que rolou até hoje. Se tivesse mais coisas assim seria ótimo, nossa mídia é fraca, os cristãos não têm alternativa de entretenimento. Fico feliz por sermos a primeira banda a fazer essa entrevista com vocês e desejo sucesso. Fiquem na paz.

"mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus." Atos20-24


9 comentários:

  1. Meninos, mais uma vez vocês estão de parabéns! Entrevista show, vale a pena querer saber mais sobre essa banda depois dessa entrevista! Valeeu Mesmo! Fiquem na Paz! =)

  1. Amei o profissionalismo de vcs!
    Parabéns!
    E tb foi bom sacar a banda!!
    :D

  1. Mariana says:

    Que bacana, nao conhecia a banda.
    E por sinal, adorei o nome dela :)
    Beeem sugestivo.
    Esse blog tem futuro, muitas entrevistas interessantes, capitando a mensagem de Deus.
    Que tudo isso aqui prospere.
    =]

  1. Thaise says:

    Infelizmente O preconceito existe. As pessoas ainda julgam por aparência.
    Que Deus continue abençoando , capacitando e frutificando na vida de vocês.
    Parabéns Meninos pela entrevista!

  1. há, melhoor Banda *-*
    veý , que Deus continue abençoando muiito vocês !
    e que por onde vocês venhaam passar , venhaam trazer a alegriaa de Cristoo !

    Amoo vcs demaiis dooido !


    /Déiia :D

  1. tá muito booa a entrevista!
    parabéééns :]
    Deus abençoe os 3 :**

  1. Po, senti muita unção de Deus na última musica que vcs ministraram no final da apresentação, e é isso ae msm!!

    Deus ama a todos!

    ah, o blog tá xetooso ;D
    kkkkkkkkkkkk

  1. Graça e paz!

    Passei para dar as boas vindas da UBE via blog. Parabéns pelo excelente trabalho!

    Deus os abençoe.

  1. Josemi says:

    Graça e paz, Rejane

    Fico feliz por vc ter gostado do nosso trabalho, mas que toda gloria e toda honra seja para o Pai!

    que Deus te abençoes tambem!